Título : Valsa
Um e dois, e três,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Vá,
sem que nenhuma alma se perca,
e um, e dois, e três...
não se segure,
continue o giro,
a música não pára,
você não irá chorar,
então, continue,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
ahhh, sem dúvida,
seus olhos palpitam,
o brilho reluz,
o amor me seduz,
as pessoas suscitam...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Trocou,
vamos,
não se vá,
volte aqui,
mas a roda gira,
não pára,
é viva,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
sem dúvida,
não se perca,
continue,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
O violino parou,
o trombone solou,
a roda se desfez,
sobraram eu e você,
soltos, solitários,
para que os olhos possuam as mãos,
e as mãos possuam os passos,
sem sair do ritmo,
sem perder o sorriso, sem acabar a festa,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Gire um, gire dois,
e um, e dois, e três...
Gire um, gire dois,
e um, e dois, e três...
Senhoras,
senhores,
voltem,
não, ah não,
cadê a animação?
a festa apenas começou...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Garçons,
aqui, mais champagne,
minha taça lhe convoca,
invoca sua piedade, com sua hábil passada,
não me permita cair,
ó senhor equilibrista,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Encha cá, a dama me abandonou,
o jeito é rodar, rodar, e beber...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Lá vem o solo novamente,
senhoria acolá,
venha aqui,
não me perca de vista,
irei rodá-la,
ouça,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
Um coro começa,
e um, e dois, e três...
A festa recomeça,
e um, e dois, e três...
a roda se refez,
e um, e dois, e três...
doce,
singela,
cuidadosa,
tentadora,
lenta,
e aumenta,
vamos, corra,
acelera,
andante, allegro,
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
e um, e dois, e três...
E o Sol toca nossas faces,
e um, e dois, e três...
Acabou !
Yan - 26/01/11
Obs: Sugiro, sinceramente, que coloquem uma valsa para ouvir juntamente ao ler.Tenho aqui, como link de um vídeo no YOUTUBE - http://www.youtube.com/watch?v=LX1fiE0U1qA&feature=list_related&playnext=1&list=MLGxdCwVVULXd95GON88AwbOC2Gy015QAs
Obrigadão, mais uma vez, direto de Ribeirão Preto-SP, Yan Masetto, com seus momentos poéticos.

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