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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Desapego... ou desprendimento?

Da série "Teorias insanas da Ana"

A última mania que tenho notado é "pratique o desapego". É fácil falar nesse desapego teórico, quase falso. Geralmente quem fala que pratica o desapego faz barraco, chora e grita quando vê o "desapegável" com outra pessoa. E isso só vale pra ele, porque usa o tal do desapego como desculpa pra pegar todos possíveis.

Usa-se o termo desapego pra justificar a falta de vontade de ter um compromisso, falta de vontade de se prender a alguém, se apegar, se explicar... mas jamais tirar aquela pessoa da reserva. É sempre quem aparece no domingo solitário, quem acompanha naquele programa de casais... mas e aí? E quem não age assim? Quem realmente não se apega, fica tranquilo, vai do jeito que der e não quer o compromisso e nem o não-compromisso?

Eu chamo de DESPRENDIMENTO. É a capacidade de falar e, principalmente, agir como desapegado. É a capacidade de não se moldar nos padrões de relacionamentos e nem querer isso. E mais: ser capaz de se desprender não só das pessoas, mas das coisas e objetos também. Esse materialismo excessivo, a necessidade de acumular, de ter, isso tudo é visto como desnecessário ao ponto de vista de quem pratica o desprendimento.

Quando se abandona o desapego, e se pratica (corretamente) o desprendimento, tudo fica mais fácil. Sério mesmo, eu que tô falando, pode confiar!

PRATIQUE O DESPRENDIMENTO E SEJA FELIZ!

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